Gilmore Girls, uma paixão de (quase) verão

Nas últimas semanas viciei em Gilmore Girls. O seriado foi ao ar nos Estados Unidos entre 2000 e 2007 e fez bastante sucesso à época. A trama gira em torno da relação da mãe, Lorelai, com sua filha Rory. Lorelai engravidou quando tinha 16 anos, mesma idade de Rory no início do seriado.

Lorelai fugiu da casa dos pais com Rory nos braços e se mudou para uma cidade pequena, onde conseguiu emprego em um hotel como camareira. Ela criou Rory sozinha ao mesmo tempo que cresceu profissionalmente, chegando a gerente do hotel (uma boa dose de american dream que é pra americano nenhum botar defeito na série).

Uma das coisas que mais chamou minha atenção na série são as personagens femininas. Além das protagonistas, há Sookie, a melhor amiga da Lorelai que é uma chef bastante talentosa e atrapalhada; Lane, a melhor amiga de Rory, roqueira de uma família coreana bastante rígida; Paris, a amiga neurótica da Rory; Emily, a mãe rica e conservadora da Lorelai; além de várias outras que aparecem com frequência, como a vizinha Babette que é um tanto louquinha mas bastante preocupada com a Rory e a Lorelai.

As personagens são bem diferentes umas das outras, mas são todas bem construídas. Cada uma tem um drama particular, e o foco é sempre nas mulheres da série, e não nos homens. Aliás, os personagens masculinos são quase todos feitos para serem não muito apreciados. O pai da Rory é um bundão, o primeiro namorado da Rory que é “perfeito” no começo se mostra um canalha lá pelo meio da série. O personagem masculino mais legal é o Luke, mas mesmo ele tem seus momentos toscos. Além de dar um ar bem humano à série (afinal ninguém é totalmente bom ou mau), o fato de os personagens masculinos não serem tão empolgantes contribui para que, ao menos em uma série, sejam as mulheres que se sobressaiam.

Não acho que o seriado seja feminista. Há vezes em que um tema caro ao feminismo poderia ser explorado (como aborto, por exemplo) mas que passa batido. Ainda assim Gimore girls levanta questionamentos importantes. A Lorelai sempre incentivou a Rory a estudar e ser o que ela quiser. No discurso de formatura da escola, Rory reconhece isso:

Quem não assistiu ainda, #ficadica de um seriado ótimo, recheado de referências literárias, trocadilhos e sacadas espirituosas, como essa da Paris:

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